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Autor Tópico: Dados pessoais  (Lida 7320 vezes)
madalena vicente
Visitante
« Responder #7 em: 23 Julho 2009, 11:59:01 »

Bem fez a Cnpd em criar um programa para as crianças porque os adultos  são um caso perdido. Podem existir mil Comissões Nacionais de Protecção de Dados que enquanto as pessoas continuarem a dar, por tudo e por nada, os seus dados pessoais não se pode fazer nada. E depois a culpa é dos vírus!
O estudo publicado pelo público não me surpreendeu. Só me admira eles considerarem as conclusões "surpreendentes" devido aos internautas estarem "avisados, há vários anos, dos perigos de fornecerem os seus dados pessoais em páginas de Internet". Parece que anda tudo a dormir.
anónimo atento
Visitante
« Responder #6 em: 22 Julho 2009, 16:25:03 »

 
                                             Estudo da empresa de segurança informática Sophos publicado no público on line  a 22.07.2009:

"Populares sites de partilha de informações pessoais, como o Facebook, vieram dar aos hackers novas maneiras de roubar informações sensíveis e dinheiro aos internautas, concluiu a empresa de segurança informática Sophos num relatório apresentado hoje.

Hoje em dia, a maioria das empresas tem vindo a bloquear parcial ou totalmente o acesso dos seus funcionários a redes sociais a partir dos seus escritórios, com receio de que eles possam comprometer a segurança da companhia, indica o estudo.

Estas conclusões não deixam de ser surpreendentes, sabendo que os internautas estão avisados, há vários anos, dos perigos de fornecerem os seus dados pessoais em páginas de Internet. Precisamente por via da imprudência dos seus trabalhadores, um quarto das empresas é atingida por problemas de spam, phising (método usado para “sacar” dados bancários) e malware (software malicioso), que chegam através de redes sociais como o Facebook ou através do site de micro-blogging Twitter.

“As conclusões revelam que 63 por cento dos administradores de sistemas têm receio que os funcionários partilhem demasiada informação pessoal através das suas redes sociais, pondo as infra-estruturas das suas empresas - e os dados sensíveis lá armazenados - em risco”, indica o relatório, citado pela Reuters.

A Sophos - empresa anglo-americana que se dedica ao desenvolvimento e venda de anti-vírus - concluiu ainda que o número de páginas contendo malware quadruplicou desde o início do ano passado, com os Estados Unidos a liderarem esta tendência, albergando 39,6 por cento dos sites, mais do que o registado em qualquer outro país. A China posiciona-se em segundo lugar, onde se detectaram 14,7 por cento de páginas web contendo malware.

Hoje em dia são detectados na Internet cerca de 30 mil ficheiros de malware por dia. No ano passado os Panda Labs - os laboratórios da empresa espanhola de antivírus Panda, que o PÚBLICO visitou recentemente - detectaram, globalmente, 20 milhões de amostras deste tipo de software malicioso, o dobro do registado em 2007 e mais do que todo o total detectado nos 17 anos anteriores. A Panda espera este ano identificar 40 milhões de exemplares de vírus.

Qualquer utilizador que não tenha uma boa protecção antivírus está hoje sujeito a que o seu computador fique infectado. O malware chega de toda a parte e em todos os formatos: por mail através de spam, pela Web (com particular incidência através das redes sociais) em formato de popup windows com ficheiros executáveis. Muitos deles até chegam através de páginas que anunciam antivírus mais baratos."
germano
Visitante
« Responder #5 em: 02 Maio 2009, 19:50:41 »

 Li, no outro dia, umas declarações sobre a segurança na internet feitas pelo professor Luís Magalhães, presidente da Agência para a Sociedade do Conhecimento, no mínimo preocupantes.
Dizia ele que:
"Do ponto de vista da perturbação da utilização da Internet, as
questões de intrusão e de roubo de identidade continuam a ser uma das
mais críticas e comuns em Portugal".
"Todas as situações que alguém possa considerar desagradáveis na vida
real podem replicar-se na Internet. Os riscos não são diferentes aos
do dia-a-dia, o que muda é a dimensão das formas de contacto e de
interacção, que são amplificadas".
"Qualquer pessoa com acesso à Internet tem um mundo de informação e
contactos ao seu dispor, pelo que é imprescindível, para aproveitar ao
máximo as suas potencialidades, saber como se deve lidar com este
meio”.
“… imprescindível consciencializar e capacitar os mais jovens para uma
utilização mais segura e consciente da web, principalmente as redes
sociais, blogues e salas de conversação.”
Estas declarações confirmam a minha teoria de que o roubo  mais comum
praticado através da internet é o da identidade e a melhor precaução é
o cuidado a ter com a divulgação dos dados pessoais.
O que é estranho é que se falarmos com a maior parte das pessoas, dos
mais novos aos mais velhos, elas têm esta informação totalmente
assimilada. Só que, quando vão para a internet, parecem ter um
apagamento....

rogério santos
Visitante
« Responder #4 em: 07 Abril 2009, 19:28:41 »

Copiei um link com uma belíssima reportagem que a SIC fez aqui há uns tempos sobre a exposição dos dados pessoaia na net. Cliquem em http://videos.sapo.pt/zbmJ6lKqJLtVtVA8BzZ3 .
Parabéns ao fórum que me foi aconselhado por um professor do meu filho.
elisa fernandes
Visitante
« Responder #3 em: 19 Março 2009, 00:24:48 »

Aqui fica mais uma história triste  mas que pode servir de alerta. Falei dela com os meus alunos e tenho esperança que vão começando a perceber que correm sérios riscos ao exporem os seus dados pessoais  na net.
Acho que é da agência de notícias  Lusa e vou transcrevê-la na íntegra porque acredito que os maus exemplos são muitas vezes mais elucidativos que as aulas de religião e moral.
Aqui vai:
“As autoridades americanas detiveram um homem de origem irlandesa suspeito de praticar pirataria informática no computador de raparigas adolescentes, às quais roubava informação pessoal para depois as chantagear.
Patrick Connolly, que trabalhava como soldado privado, ameaçava tornar pública na Internet a informação recolhida, caso as jovens não lhe enviassem fotografias sugestivas.
De acordo com as autoridades, o assédio tinha início quando as jovens começavam a receber mensagens insistentes de um endereço que não conheciam.
Quando estas enviavam um e-mail a perguntar de quem se tratava, o remetente dizia "Sou o pirata informático do teu computador" e, pouco depois, enviava novas mensagens a solicitar as fotografias.
Em caso de recusa, tinham início as ameaças de divulgação de dados pessoais, obtidos mediante programas de controlo remoto infiltrados nos computadores, o que motivou queixas de várias jovens.
Seis das sete jovens nomeadas como vítimas na queixa do tribunal vivem na Florida mas as autoridades afirmam que o suspeito contactou adolescentes em várias partes do mundo a partir de 2005.
Por diversas vezes, Patrick Connolly ameaçou magoar a irmã de uma das vítimas, apagou definitivamente ficheiros do computador de uma outra jovem que se recusou a enviar fotos sugestivas e ameaçou enviar imagens explícitas recolhidas por uma terceira rapariga para a avó desta, se ela não continuasse a colaborar.
Patrick Connolly chegou mesmo a aparecer no local de trabalho de outra jovem, que tinha então 16 anos, querendo levá-la para um parque temático da produtora cinematográfica Universal, o que ela recusou.
Connolly esteve presente num tribunal de Atlanta na segunda-feira e deverá ser deslocado brevemente para Orlando, onde terá uma audição num tribunal federal.
Os agentes do FBI foram auxiliados na investigação que os conduziu a Connolly por um antigo cúmplice - Ivory Dickerson, considerado culpado num processo de pornografia infantil em 2007 - que contou às autoridades ter "partilhado vítimas" com o soldado privado.
Ivory Dickerson, da Carolina do Norte, tinha mais de quatro mil vítimas elencadas no seu computador e, apesar de colaborar na captura de Patrick Connolly, foi condenado a um total de 110 anos de prisão”.
Projecto DADUS
Moderador Global

Mensagens: 91


« Responder #2 em: 15 Outubro 2008, 19:12:37 »

É, realmente, uma tarefa premente, nos dias que correm, mantermo-nos informados e tentarmos, sempre que possível, passar essa informação.
Sabia que Portugal foi o primeiro país europeu a inscrever na sua Lei Fundamental a protecção de dados?
A protecção de dados pessoais é um direito fundamental, consagrado no artigo 35º da Constituição da República Portuguesa, desde 1976.
Este artigo foi ligeiramente alterado na sua redacção, na revisão constitucional de 1997, a fim de o compatibilizar com a Directiva Comunitária de Protecção de Dados.
É então que nasce, como garante da protecção de dados pessoais prevista em lei, a Comissão Nacional de Protecção de Dados.
Para saber mais, aconselhamos uma ida à página inicial do nosso DADUS e, na barra verde, a clicar em Pais.
Aí, pode consultar o ponto 1 - DADOS PESSOAIS:NOÇÕES BÁSICAS e encontrar mais respostas a estas matérias.


Teresa Maio
Visitante
« Responder #1 em: 15 Outubro 2008, 14:24:20 »

Aprendi há pouco tempo, numa experiência pouco agradável, o que são dados pessoais e que, felizmente, existem leis que os protegem.
Não sei o que se passa com os outros, mas eu, que até me acho uma pessoa informada, tinha a ideia que dados pessoais eram só os dados de identificação, nome, morada, nº de BI etc. Nunca me tinha passado pela cabeça que a matrícula do meu carro, as imagens das câmaras de vigilância, as dívidas e todas as informações relacionadas comigo eram dados pessoais.
De facto e pensando um bocadinho sobre o assunto, claro que são dados pessoais. Mas, é muito importante que se tenha consciência disso.
O que me levou a escrever neste espaço foi, eu que até nem tenho filhos, a alegria de ver que estes assuntos estão a ser ensinados aos nossos jovens. É muito importante que assim seja. Se o tivessem feito quando eu estava na escola, provavelmente não teria cometido erros que me custaram bem caro!
Por muito dificil que seja, expliquem a importância desta matéria aos vossos filhos e estou certa que serão adultos mais preparados.
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