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Autor Tópico: A língua portuguesa na internet  (Lida 19350 vezes)
Heitor Lima
Visitante
« Responder #14 em: 21 Dezembro 2010, 10:45:45 »

PARABÉNS. Não conhecia esta iniciativa da CNPD. Na reunião de pais de fim de 1º período do meu filho mais novo o director de turma, também professor de português referiu-o, indicando particularmente, este tema.
E tudo isto porque durante a dita reunião só se falou da dificuldade que as crianças estão a ter no português e na insegurança trazida pelo uso e abuso da internet.
O que isto mudou nos últimos 10 anos, que é a diferença de idades entre os meus filhos. Quando digo "mudou" não me refiro às dificuldades com a língua portuguesa. Essa, infelizmente, sente-se a crescer desde o tempo que não havia computadores. O que não é assim há tanto tempo.
Onde a mudança se sente é em relação à insegurança. Parece ter acabado as queixas intermináveis dos encarregados de educação quanto à insegurança e falta de policiamento à volta das escolas . Fiquei com a sensação que os medos foram todos transferidos para a utilização da internet.
O professor, bastante bem preparado, tentou acalmar com argumentos muito válidos o feroz ambiente que crescia naquela sala contra tudo o se parecesse com novas tecnologias.
Saí com a sensação de viver no terceiro mundo e com a certeza de que iniciativas inteligentes  e equilibradas como a vossa são muito, mas muito, necessárias.
Um bom Natal para todos.

professor de português
Visitante
« Responder #13 em: 01 Outubro 2010, 16:47:13 »

Li com muito interesse as participações neste tópico do forum. Trata-se de um tema fascinante não só em Portugal como no resto do mundo. Os idiomas estão a ter uma evolução (?) ou regressão (?) rapidíssima, entre outras coisas,  devido à necessidade de comunicar de uma forma cada vez mais rápida e mais global.
Estejamos atentos. Diria até (acompanhando a evolução  (?) da nossa língua pátria) BUÉ ATENTOS!
Projecto DADUS
Moderador Global

Mensagens: 91


« Responder #12 em: 15 Janeiro 2010, 12:16:40 »

O texto anterior, enviado por um participante anónimo, sobre a nova linguagem usada na internet, o "internetês", é um extracto de um artigo publicado no jornal Expresso.
É importante que, em casos como este, se identifique a origem e, sempre que possível, o autor.
anónimo
Visitante
« Responder #11 em: 15 Janeiro 2010, 12:06:58 »






Antes, quando não queríamos que os nossos pais entendessem aquilo que dizíamos aos nossos irmãos ou amigos, falávamos na "língua dos pês". Hoje, os adolescentes, mas também os utilizadores habituais de chats, do Messenger, do e-mail ou dos SMS usam palavras e símbolos que só os seus usuários conseguem decifrar. Pais e, sobretudo, professores de português, ficam com os cabelos em pé. "Muitas vezes, na escola, nas composições ou nos testes, os alunos escrevem como se estivessem a conversar com os amigos em suportes digitais. Ora isso é inconcebível", indigna-se Conceição Araújo, professor de Português da Escola Básica Integrada EB 2, 3, de Tondela.
Os miúdos defendem-se: "Não usamos esta linguagem apenas para conversarmos sem sermos entendidos. Fazemo-lo, sobretudo, para encurtarmos as palavras. Usando símbolos ou abreviaturas conversamos muito mais rapidamente. Além disso, no telemóvel conseguimos não gastar tanto dinheiro em mensagens", diz Sandra Faria, 16 anos, que além de gastar 50 euros por mês em telemóvel é utilizadora permanente do Messenger.
O linguista José Pedro Machado relembra que "a base de qualquer língua é o seu uso". E acrescenta que "as abreviaturas são utilizadas há muito tempo, até para designar instituições". E dá exemplos: "É comum falarmos em UNESCO, ONU, UE, em vez de usarmos a sua designação completa." Ora, o 'internetês' - neologismo para designar a linguagem utilizada no meio virtual, em que as palavras são abreviadas até ao ponto de se transformarem numa única expressão - é muito semelhante. "Convém lembrar que na Idade Média se usavam mais abreviaturas do que hoje", refere o linguista.
Escrita banalizada
Estudiosos como Eduardo Martins vêem com reservas o uso desta linguagem: "A aprendizagem da escrita depende da memória visual. Muita gente escreve uma palavra quando quer lembrar a sua grafia. Se bombardearmos as pessoas com diferentes grafias, sobretudo as crianças ou os jovens ainda em formação, estamos a criar-lhes dúvidas - e, possivelmente, muitos até aprenderão a escrever de forma errada." Apesar de tudo, o investigador encontra neste tipo de comunicação uma vantagem: "Pessoas de diferentes países e de diferentes culturas conseguem entender-se, transformando-se os códigos em linguagem universais."
Este tipo de escrita está de tal forma banalizado pelas gerações mais novas que existe já um "Dicionário da Linguagem da Internet e do Telemóvel". Criado por Joviana Benedito, professora aposentada do ensino secundário e autora de vários livros sobre a língua e a Internet, nele se esclarecem os significados dos vários símbolos (veja alguns exemplos na coluna ao lado). A autora deste dicionário diz que "as mensagens são cada vez mais curtas e ilustradas com carinhas (smileys e emoticons) para serem tão expressivas quanto o sentimento e o desejo que as anima".
Filipe Santos Ferreira, 21 anos, é fã desta linguagem simplificada. "Uso e abuso destes símbolos, troco centenas de mensagens por dia, quer com amigos quer com colegas na minha vida profissional - e nunca dei por mim, quando tenho que escrever uma carta ou fazer um currículo, a dar erros de ortografia ou a transpor esses símbolos." A trabalhar na área do marketing há ano e meio, Filipe diz que os seus colegas trocam recados quase sempre assim. "Até a minha mãe já começou a enviar-me mensagens em código pelo telemóvel ou através do messenger. Só ainda não consegue escrever sem olhar para o teclado, como eu."


Dicionário de internetês
:) - alegre
:( - triste
:'( - a chorar
:8) - porquinho
:P - língua de fora
:S - Duhh
***** - Beijos
( . )( . ) - boazona, mamas
(^-^) - está lá
:'-? ) - chorar de alegria
^ F^ - feliz
B-) - feliz e de óculos
):-):-):-) - gargalhada ruidosa e grosseira
:-) - ha ha
I-) - he he
:-> - hey hey
I-D - ho ho
: -)))) - mt feliz
: ))))))) - mto mto feliz
(hmmm) ooo..:-) - pensamentos felizes
^*-*^ - retribuir sorriso
(^-^)/? ? - rindo e dizendo adeus com um lenço
:-D - rindo muito
:-)))) - rir às gargalhadas
(^-^) - rir contendo o nervosismo
\V/ - saudação vulcãnica
") - sorriso
$ - dinheiro, riqueza, massa e afins
@ t - escrevo-te um mail
+/- - mais ou menos
+ trd - mais tarde
= mente - igualmente
= - igual
1mnt - um minuto
1mmt - um momento
2 - tu
6 - cinema
7D - semana
jacinto
Visitante
« Responder #10 em: 26 Outubro 2009, 21:22:06 »

...e a língua portuguesa sem ser na internet??????
prof de português
Visitante
« Responder #9 em: 12 Abril 2009, 11:52:16 »

A língua portugesa na internet? O Magalhães? O João Aguiar, jornalista e escritor, dá a sua opinião numa crónica  a ler.
http://educar.files.wordpress.com/2009/04/jaguiar.jpg
Projecto DADUS
Moderador Global

Mensagens: 91


« Responder #8 em: 20 Fevereiro 2009, 00:01:36 »

É bem verdade. Com a massificação do uso das novas tecnologias são imensos os novos vocábulos a entrarem no nosso léxico.
Nos casos indicados pela Rita - o LOL e OMG - tratam-se de acrónimos, um palavrão que designa "um conjunto de letras ( lidas como uma palavra normal) que foram extraídas dos sons iniciais  ou das primeiras letras de palavras que se agrupam em frases comuns".
Não há nada como exemplificar:

LOL  (Laughing Out Loud - rir alto)
OMG (Oh My God - oh meu Deus)
ASAP (As Soon As Possible - assim que possível)
TIA   (Thanks In Advance - antecipadamente grato)
RUOK (Are You OK? - estás bom?)
CUL See You Later - até depois)

Os acrónimos estão a nascer, por esse mundo fora, diariamente, na razão directa da necessidade de se escrever cada vez mais rápido e aparecem-nos, muitas vezes, como verdadeiros quebra-cabeças.
O melhor, quando não sabemos o significado, é pedir a tradução ao autor do texto ou aos nossos filhos que são uns craques nestas matérias.
rita segura
Visitante
« Responder #7 em: 19 Fevereiro 2009, 22:35:28 »

Antes de tudo o mais, parabéns pelo fórum. Já cá tenho vindo várias vezes para ler mas hoje é para contar uma história verídica que se passou comigo.
Sou professora do 2º ciclo e, na semana passada, apareceu-me na escola onde trabalho, uma mãe em pânico por ter descoberto que a filha andava nas redes sociais a escrever em código" de certeza para ela não perceber" ou, quem sabe, "para coisas muito piores".
A senhora contou-me que quando a confrontou ela teve um ataque de fúria o que ainda a deixou mais desconfiada.
Depois de acalmar um bocadinho a senhora, tentei explicar-lhe que não me parecia correcto ela espiar as coisas da filha, chegando ao ponto de lhe perguntar como é que ela teria reagido se, quando era novita, a mãe lhe tivesse lido o diário ou a correspodência.
Depois de alguma coversa consegui perceber que os códigos eram as siglas usadas na internet e nas mensagens de telemóveis. Do estilo "lol" e "omg".
Para evitar estas situações e outras é  bom que todos nós procuremos saber um pouco mais desta nova linguagem cifrada universal que, segundo me informaram, já começa a ser incluída em alguns dicionários.
Laura Botelho
Visitante
« Responder #6 em: 30 Janeiro 2009, 13:52:06 »

blablabla
joel martins
Visitante
« Responder #5 em: 28 Janeiro 2009, 01:13:30 »

 
Hoje li um belo artigo na internet, na secção  "Ponto de Vista" da AEIOU, e achei que tinha de ser partilhado com os participantes deste fórum. Foi escrito por um advogado, de seu nome Luís Coutinho e chama-se "O Presente do Kagativo".   
Ora leiam lá e divirtam-se.


"É vê-los nas esquinas, no metro, sozinhos ou em grupos organizados, com os polegares oponíveis aos telemóveis a assassinar a linguagem por SMS

É uma evidência que serão dois dos factores determinantes para a supremacia da raça humana o facto de possuir polegares oponíveis e o de dominar a linguagem. O que imagino que os antropólogos não previssem fosse quão determinante seria a capacidade de usar os polegares oponíveis num telemóvel para destruir a linguagem. Ou criar uma nova, dirão.

É vê-los nas esquinas , no metro, sozinhos ou em grupos organizados, com os polegares opostos aos telemóveis a assassinar a linguagem por SMS.

O mesmo acontece nos chats ( aí confesso que me sinto de outro planeta), no Messenger e afins.

Que não se deve sacrificar alguns caracteres em função da facilidade da escrita? Como poderia alguém que nos exames de três horas tinha de escrever quinze ou vinte páginas deixar de escrever “q” por “que” e “completa/” por “completamente”? Claro que não é de isso que estou a falar

“Fizes-te” que como sabem é o pretérito mais do que imperfeito do verbo fazer. “Há-des” será também um inferno para os professores de português como o era para os gregos e romanos após o deus de mesmo nome. E este excesso de reflexos não acontece só aos que estão na força da juventude mas também a muito boa gente licenciada e madura.

SMS: “Andas-te na escola comigo não foi ?” – Resposta por SMS “Eu andei, mas tu…”

Também se poderá defender a teoria que diz que a escrita de mensagens instantâneas via SMS e Internet democratizou a escrita a pessoas que nunca escreviam nada e expô-las à necessidade de o fazer diariamente. Que nunca se soube escrever e que agora isso aparece. Mas essa teoria obrigava-me a questionar os professores de português deste país mas não encontro nenhum porque estão em greve.

Rebuscado adicto, serei. Palavroso, gongórico num dia mau, admito. Chato, sempre que posso, mas assim só corro o risco de perder a atenção do meu interlocutor à segunda frase, mas não o seu respeito.

E que autoridade tenho eu para dar lições de ortografia? Nenhuma, o que como sabem é condição bastante em Portugal para criticar os outros.

Tenho é dúvidas. Muitas. E depois tenho os dicionários, as gramáticas, o site Ciberdúvidas, cujos mentores felicito, e os programas da RTP “Bom Português” e aquele do Diogo Infante de que não me lembro agora o nome, que sempre que posso vejo com atenção e os quais prestam de facto um verdadeiro serviço público.

Muitos mais exemplos tenho e se encontram por aí mas mais uma vez há k ser konciso.

Apenas vos deixo o meu receio que, no futuro, todos passarão a conjugar os verbos no pretérito, no presente e futuro do kagativo. "
maria silveira
Visitante
« Responder #4 em: 07 Novembro 2008, 12:59:40 »

Encontrei este excerto de uma entrevista dada pelo escritor e professor universitário de linguística,  Cristóvão Tezza, ao jornal literário Rascunho.
Achei que era interessante partilhá-lo neste fórum.
São palavras de Tezza:
"Considero um equívoco dizer que a internet faz com que os jovens escrevam de forma errada. No Brasil, por exemplo, saímos de uma era da televisão, que era totalmente ágrafa (vendo televisão, você não vê uma palavra escrita, só ouve).  O advento da internet foi uma explosão brutal no sentido contrário - qualquer página que você abre na internet está cheia de coisas escritas. Ou seja, a palavra escrita voltou para o palco. As pessoas estão voltando a escrever - chats, e-mails, blogs, etc. A escrita passou a ser o mediador de toda a comunicação, de todo o processo de informação. A palavra escrita voltou com toda força. É um absurdo encarar a internet como um problema.  Na minha experiência, ao corrigir redações do vestibular da UFPR, em mais de 20 mil textos, não se encontra sequer uma abreviatura utilizada na comunicação na internet.  Acho que a internet está exigindo que as pessoas tenham de escrever cada vez melhor. A escrita voltou a ser um valor social. E quando isso acontece, todas as forças começam a trabalhar nessa direção".
Na televisão em Portugal não se passa exactamente o mesmo: a maioria dos conteúdos, ao contrário do  que aconte no Brasil,  são transmitidos na língua original com legendas em português o que, na minha opinião, só traz vantagens.

Evandro Amaro
Visitante
« Responder #3 em: 17 Outubro 2008, 17:35:04 »

Bem, nem o 8 nem o 88. A verdade é que esse texto me parece feito de propósito para chamar à atenção do caminho que alguma escrita está a tomar. No entanto, ouço falar de gente que se acostumou a escrever dessa forma e depois quando precisa de escrever "a sério" tem imensas dificuldades. Acho que devemos treinar sempre, todas as vezes, mesmo informalmente.
Considero que não podemos ser fundamentalistas mas também acho que não se deve facilitar. Quanto à banda desenhada brasileira, sou desse tempo antes das revistas Disney passarem a ter o Português de Portugal. Efectivamente houve expressões que me ficaram no uso corrente mas ao menos tinham o mínimo de coerência. Acho que com este novo tipo de escrita não favorece o elevar do nível do conteúdo. No mínimo perde a credibilidade.

Para finalizar, quero mostrar algum nível de preocupação com a qualidade da escrita. Nunca vi tantos erros nas legendagens dos programas de TV. Nessas situações tal como na escrita em geral, é uma desgraça o emprego dos hífens (o símbolo "-"). Usa-se por tudo e por nada. Por exemplo "estáva-mos" quando deveria ser "estávamos". Não se faz a menor ideia sobre como quando deve ser usado. É um erro que caiu em uso generalizado e por isso temo que não seja a obra de um professor de português mais fraco. É de uma larga extensão de pessoas, tanto professores como estudantes que não o conseguem perceber.
Será isto falta de leitura? Eu lia muitas revistas de banda desenhada, podem não ser o melhor culturalmente mas acho que contribuiram imensamente para o meu nível de escrita actualmente. Enfim, espero por melhores dias...
Projecto DADUS
Moderador Global

Mensagens: 91


« Responder #2 em: 01 Outubro 2008, 16:34:13 »

Não fique assim tão arrepiada.
Aqui há uns anos, houve a mesma discussão por causa das horas que os míudos passavam em frente à televisão a ver telenovelas brasileiras.
Muitos eram os pais que proibiam os filhos de ler "livros aos quadradinhos" (ainda sem o actual estatuto de Banda Desenhada) com medo do mau português/brasileiro que pudessem vir a absorver. E daí não veio mal ao mundo. Os mais avisados defendiam que o principal era as crianças ganharem amor aos livros e à leitura...a exigência de qualidade viria depois.
Em vez de pensarmos só nos malefícios (e agora referimo-nos apenas às novas tecnologias), lembre-se que o seu filho tem disponível, em casa, a maior biblioteca do mundo e saiba que os melhores alunos são, na maior parte das vezes, frequentadores de chats, ganhando uma destreza na escrita difícil de adquirir em actividades meramente passivas.
Quanto ao texto enviado, é uma obra prima de humor negro e só um míudo muito esperto a pode ter criado.
Obrigada por nos ter disponibilizado e parabéns à professora, onde quer que ela esteja, por a ter propiciado.
mariasilveira
Visitante
« Responder #1 em: 30 Setembro 2008, 18:42:56 »

É a segunda vez que venho ao fórum e, desta vez, é bem possível que o motivo não caiba nas vossas preocupações e que, por isso mesmo, não o publiquem. De qualquer modo, não custa tentar.
Ando cada vez mais preocupada com o português do meu filho mais novo que passa horas nas redes sociais e a mandar mensagens de telemóvel.
Cheguei a pensar, numa primeira fase, que se tratava de códigos para eu e o meu marido não percebermos. Tentei não dramatizar. Quando éramos míudos, mesmo sem internetes, usávamos os mesmos expedientes.
Percebi, depois, que estava a ser criada uma nova linguagem a uma velocidade muito superior à do tão discutido "novo acordo ortográfico".
Fui falar com a professora de português que me tentou descansar (sem qualquer sucesso) dizendo-me que ele era um dos melhores alunos e que a internet só o estava a ajudar na fluidez da escrita.
Deu-me ainda o texto que aqui vos deixo, de um exercício de uma turma do 9ºano, em que os alunos tentaram fazer uma composição inventando uma nova escrita.
Acredito no método mas fiquei arrepiada. O "novo acordo" que se cuide. Por este andar, ainda vai nascer velho!

TEXTO:


Eu axo q os alunos n devem d xumbar qd n vam á escola. Pq o aluno tb tem ireitos e se n vai á escola latrá os seus motivos pq isto tb é perciso er q razões qd um aluno não vai á escola. primeiros a peçoa n se sente mtivada q a q a escola e a iducação estam uma beca sobre alurizadas.

Valáver, o q é q intereça a um bacano se o quelima de trásosmontes é munto ontanhoso? ou se a ecuação é exdruxula ou alcalina? ou cuantas estrofes em  u cuadrado? ou se um angulo é paleolitico ou espongiforme? Hã?

E ópois os setores ainda xutam preguntas parvas tipo cuantos cantos tem 'os lesiades', q é um livro xato e q n foi escrevido c/ palavras normais mas q  no spequeto é como outro qq e só pode ter 4 cantos comós outros, daaaah.

Ás veses o pipol ainda tenta tar cos abanos em on, mas os bitaites dos profes até dam gomitos e a malta re-sentesse, outro dia um arrotou q os jovens n tem abitos de leitura e q a malta n sabemos ler nem escrever e a sorte do gimbras foi q ele h-xoce bué da rapido e só o 'garra de lin-chao' é q conceguiu
assertar lhe com um sapato. Atão agora aviamos de ler tudo qt é livro desde o Camóes até á idade média e por aí fora, qués ver???

O pipol tem é q aprender cenas q intressam como na minha escola q á um curço de otelaria e a malta aprendemos a faser lã pereias e ovos mois e piças de xicolate q são assim tipo as pecialidades da rejião e ópois pudemos ganhar um gravetame do camandro. Ah poizé. tarei a inzajerar?
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