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Autor Tópico: Magalhães e segurança na internet para os nossos filhos  (Lida 22380 vezes)
Alda
Visitante
« Responder #57 em: 28 Janeiro 2011, 11:20:47 »

Afinal está tudo bem entre o Magalhães e a Europa e a CE desistiu do processo .

Segundo notícia de ontem, "os cidadãos portugueses podem agora estar seguros que esses contratos serão concedidos a quem vender ao preço mais baixo", garante o executivo comunitário.
A Comissão Europeia decidiu arquivar a queixa contra Portugal na sequência dos contratos para o fornecimento do Magalhães
"Em resultado da intervenção da Comissão Europeia, as autoridades portuguesas vão fazer um concurso público e tomar medidas para assegurar que os contratos de fornecimento estarão abertos a todas as empresas interessadas", disse a Comunidade Europeia em comunicado.
Ainda de acordo com o mesmo documento, "as autoridades portuguesas tomaram as medidas apropriadas para abrir contratos futuros à concorrência" e "a Comissão vai agora monitorizar de perto a implementação destes compromissos".
Este processo tinha sido aberto em 2008, depois de o Governo ter atribuído a três empresas, sem concurso público, os contratos de fornecimento dos Magalhães e Internet
fernanda pereira, Coimbra
Visitante
« Responder #56 em: 06 Outubro 2009, 17:55:36 »

Encontrei isto num blog brasileiro chamado “por uma internet mais segura para  nossas crianças”.  Também acho que continua muito actual e se adapta muito bem  a estes novos tempos de “Magalhães”.

A ATUAÇÃO DO PROFESSOR MODERNO !

“Já vai longe o tempo – felizmente para a humanidade – em que o professor , e especialmente o professor primário, se deixava reduzir a uma simples expressão automática de livro oral, repetindo monotonamente conceitos e informações muitas vezes de veracidade duvidosa, para que os alunos passivamente os acumulassem no cérebro, num esforço de memória que lhes anulava as faculdades propriamente criadoras.


(...) A função do professor deixou de ser apenas dentro do ambiente da escola, exteriorizou-se e amplificou-se. Invadiu todos os recantos em que se desenvolve a vida, porque está conscientemente integralmente participando dela: não é mais uma função à parte, como nos velhos tempos em que a rotina, desinteressada pelas suas conseqüências, campeava solta, comprometendo o futuro do mundo, sem o freio da responsabilidade.
O professor tem de estar em toda a parte, surpreendendo o giro das intenções e o movimento do espírito da época.
Ao mesmo tempo, sua atuação deve alcançar os mais variados pontos, servindo-se , para isso, dos mais vários caminhos."

Cecília Meireles. Melhores Crônicas . Editora Global. p.277-278

Cecília Meireles, escritora brasileira nascida no Rio de Janeiro, em 1901, considerada uma das mais importantes representantes do modernismo literário.
serafim
Visitante
« Responder #55 em: 01 Setembro 2009, 14:09:30 »

Pais e professores dizem que não basta mais Net e PC
Oxalá os professores não preparados para estas tarefas tenham aproveitado as férias para melhorar a sua performance internética que nos dias que correm é fundamental para o desempenho de qualquer profissão.
Representantes de pais e professores (confap e FNE) classificaram de "positivos" os resultados alcançados pelo Plano Tecnológico da Educação (PTE) ao nível do número de computadores, qualidade das ligações à Net e outras novas tecnologias nas escolas. Porém, avisaram que falta reforçar  a preparação dos professores ainda que já esteja aprovado um sistema de certificação de competências ao nível das tecnologias de comunicação (TIC),
Para Lucinda Manuela, da Federação Nacional da Educação (FNE), a principal barreira à plena utilização dos meios passa pela preparação das pessoas.
Quanto aos alunos e famílias, defendeu ser ainda "necessária a aposta em projectos que permitam esclarecer muitos pais sobre os benefícios das novas tecnologias para a aprendizagem".
De acordo com o balanço do PTE, divulgado durante o mês de Agosto, há um computador com ligação à Net por cada 5,6 alunos quando, em 2005, o rácio era de um por 18,2 estudantes. As velocidades da Net dispararam para 64 megabites por segundo e foram adquiridos 7613 quadros interactivos e 28 697 videoprojectores.
alice
Visitante
« Responder #54 em: 13 Julho 2009, 11:55:47 »

Pelo número de visionamentos deste tópico constato que está tudo muito preocupado com a segurança do Magalhães  que é tão só a mesma falta de segurança dos outros computadores todos (sendo que uma grande percentagem das crianças portuguesas está neste momento de férias a agarradas a um computador que não é o Magalhães).
O que é preciso na escola e em casa é ensinar-lhes as regras de segurança para uma navegação segura e, daí, parabéns a este projecto que se propõe ajudar nessa missão.
Projecto DADUS
Moderador Global

Mensagens: 91


« Responder #53 em: 06 Junho 2009, 12:01:57 »

Queremos acreditar que o facto de o controlo parental do Magalhães ter sido "quebrado/ultrapassado tão rapidamente" por um adulto, não quer dizer que uma criança do 1º ciclo o consiga fazer. Mas, uma coisa é certa: esses programas são todos, mais ou menos, falíveis e há sempre uns miúdos mais hábeis.
Ainda não se inventou nada mais eficaz que a educação e a vigilância parental. Nenhum controlo parental substitui a "conversa" e o alerta para os perigos de uma má utilização da Internet. Também nesta área eles têm de ser educados. No fim, é nesta altura da vida que os ensinamos a atravessar as estradas com segurança e a não mexerem em aparelhos eléctricos com as mãos molhadas.

Para mais informação visite, neste fórum, "A minha experiência (programas de "controlo parental)".
whitelinus
Visitante
« Responder #52 em: 05 Junho 2009, 18:29:22 »

Boa tarde,

Lamento informar que o suposto controlo parental que vem no "Magalhães" é totalmente ineficaz. Toquei hoje pela primeira vez no tão aclamado portátil, e em 5 minutos consegui 'dar a volta' ao sistema e ter internet sem qualquer restrição no Windows Xp. O procedimento é muito simples. Fiquei espantado, tanto alarido, e o que é básico no meu entender é quebrado/ultrapassado tão facilmente..
álvaro t. g.
Visitante
« Responder #51 em: 07 Maio 2009, 21:46:42 »

O único problema que apreendo do texto do Dr. Pacheco Pereira parece-me ser o “ambiente de completa impreparação”da maior parte dos professores com a qual “o ritmo de renovação tecnológica” não se compadece.
“Desperdício”? Só se não houver pessoal docente preparado para esta tarefa imprescindível.
Este projecto Dadus parece-me ser um dos caminhos possíveis para se aproveitar bem, e repito “bem”,  a boleia tecnológica.
O alerta para a importância da protecção dos dados pessoais e da privacidade, logo no primeiro ciclo, parece-me imprescindível.
Vejam o que se está a passar em Inglaterra (obrigado ao fórum do dadus pela informação!).
Fugir desta nova e incontornável realidade, isso sim, é condenarmo-nos ao terceiro mundo.
Quanto ao resto, com o devido respeito pelo dr. Pacheco Pereira... são guerras partidárias.
oliva
Visitante
« Responder #50 em: 28 Abril 2009, 15:09:37 »

Até Junho, vai haver um novo Magalhães - segundo uma notícia da tek –
com um conjunto de três novos pacotes de aplicações destinadas a
crianças com necessidades especiais. "Eu quero ver", "Eu quero ler" e
"Eu quero comunicar" são os nomes destes packs desenvolvidos pelo
Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores e pelo Instituto de
Novas Tecnologias.


São compatíveis com o modelo actual e trazem aplicações de "ampliação
do quadro da escola ou do livro de estudo, ampliação e leitura do ecrã
do Magalhães por voz humana portuguesa, detecção e impressão de
gráficos técnicos em Braille, OCR portátil, reconhecimento de voz do
professor ou do aluno quer para ditado quer para operação do
Magalhães, módulos de animação gráfica para auxílio à aprendizagem da
fala e escrita".

Incluem ainda uma caneta/rato incorporada, para manual e directamente
para o computador, um ecrã de 10,1 polegadas, saída VGA, ranhura
interna para ligação 3G/Wimax, capacidade de armazenamento de entre 80
a 160 GB, leitor de cartões 4 em 1 e software de leitura que permite
que a criança possa usar o portátil em diferentes ambientes de luz.
Não me parece nada mal mas os “velhos do restelo” vão ter que
encontrar nisto algo de pernicioso. Tenho curiosidade em saber, desta vez,o quê…
isabel
Visitante
« Responder #49 em: 15 Abril 2009, 19:03:10 »

À vossa consideração:
 
"Quando uma coisa não corre bem, é rapidamente esquecida para que
apenas a memória das boas imagens subsista intacta. O Magalhães
começou a dar problemas, acabaram as sessões de entregas e avançou o
silêncio. Qualquer pessoa conhecedora dos problemas do nosso ensino,
das nossas escolas, da pedagogia no ensino básico, da nossa condição
social, do tipo de problemas de manutenção e do ritmo da renovação
tecnológica sabe do enorme desperdício que é o programa Um Aluno Um
Computador naquelas idades e com aquelas ideias num ambiente de
completa impreparação. Sabe que a maioria dos computadores
distribuídos está longe, muito longe, de ter servido para qualquer dos
objectivos pretendidos, porque à cabeça todo o programa era
desadaptado, foi feito em cima do joelho para servir a propaganda
governativa, e, daqui a um ano, tudo já estará obsoleto ou avariado. O
dumping de um computador do Terceiro Mundo para um país europeu, que é o que significou o Classmate transformado em Magalhães, talvez permita vender os restos à Líbia ou à Venezuela, mas neste último caso já se percebeu que será quase a fundo perdido. Silêncio."

José Pacheco Pereira, abrupto, 11 de Abril de 2009

 
os pontos nos is
Visitante
« Responder #48 em: 07 Abril 2009, 10:43:29 »

Que disparate. Não posso estar de acordo com essa visão tão redutora do Dr. António Barreto que, de vez em quando, parece que perde a sua quase inquestionável inteligência, numa necessidade patológica de ser polémico.
De qualquer modo o que ele disse numa entrevista que acabei por descobrir online, e donde penso que o colega anónimo retirou a frase não é bem assim.
Copiei a resposta completa para não haver descontextualizações neste fórum de todos nós:
"Da maneira como o Governo aposta na informá-
tica, sem qualquer espécie de visão crítica das
coisas, se gastasse um quinto do que gasta, em
tempo e em recursos, com a leitura, talvez hou-
vesse em Portugal um bocadinho mais de pro-
gresso. O Magalhães, nesse sentido, é o maior
assassino da leitura em Portugal. Chegou-se
ao ponto de criticar aquilo a que chamaram «cul-
tura livresca». O que é terrível. É a condenação
do livro. Quando o livro é a melhor maneira de
transmitir cultura. Ainda é a melhor maneira.
A coroa de todo este novo aparelho ideológico
que está a governar a escola portuguesa – e nou-
tras partes do mundo – é o Magalhães. Ele foi
transformado numa espécie de bezerro de ouro
da nova ciência e de uma nova cultura, que, em
certo sentido, é a destruição da leitura".

anónimo
Visitante
« Responder #47 em: 06 Abril 2009, 13:28:28 »

O António Barreto é que tem razão: O Magalhães é o maior assassino da leitura!
victor daniel
Visitante
« Responder #46 em: 01 Abril 2009, 10:40:29 »


A propósito , o Miguel Gaspar,  tinha  ontem na última página do “Público”,  um artigo bem interessante, a que chamou “Mais Twitter, menos Camões”.
Aqui ficam alguns excertos:
«Mais Twitter, menos Rainha Vitória. Essa parece ser a nova palavra de ordem do Governo de Gordon Brown. Soube-se na semana passada que os britânicos estão a estudar uma reforma do ensino primário que acentua o foco na aprendizagem das novas tecnologias, em particular das redes sociais da Internet, em detrimento dos velhos saberes convencionais. (…)
Se me permitirem transferir livremente esta ideia para o universo português, poderíamos dizer por exemplo mais Wikipédia, menos Luís de Camões. É uma ideia potencialmente chocante(...)
A ideia dos britânicos faz todo o sentido. E devia fazer pensar este nosso Governo português que só no século XXI descobriu a importância estratégica da tecnologia. (...) O que os trabalhistas britânicos nos estão a dizer é que dar tecnologia não basta, é preciso dar ferramentas às pessoas que lhes permitam usar a tecnologia.
É escusado ter dúvidas. A Internet não é a primeira revolução mediática da história. O livro, o jornal, a rádio e a televisão, todos eles, desde o século XV até aos nossos dias, mudaram a nossa forma de comunicar, interferiram no modo como nos organizamos e afectaram a nossa relação com a política. Mas esta revolução é um bocadinho mais acelerada do que as anteriores. Hoje em dia, todos os dias são ontem.
Então, nada melhor do que começar a partir da escola a familiarizar os miúdos com o ambiente em que vão crescer, socializar-se, arranjar emprego, informar-se e aprender.
Mas não deixou de fazer sentido continuarmos a querer saber de Luís de Camões. A Internet é uma extraordinária ferramenta de conhecimento, mesmo se no universo da Web 2.0 a vertente comunicacional esteja francamente inflacionada. Mas não deixou por isso de ser um enorme armazém de conhecimento e de informação. Com riscos, mas enorme. E com vantagens únicas. E não é por causa dos 140 caracteres do Twitter que o ensino deixou de ser eficaz a explicar-nos a importância das 12 sílabas dos versos alexandrinos(...).
Nestes tempos em que se volta a falar da cultura como arma económica contra a crise, passar o paradigma da nossa estratégia para a Internet das máquinas para os conteúdos era uma boa descoberta. Valia um Magalhães.»
Pedro Catarino
Visitante
« Responder #45 em: 27 Março 2009, 19:55:04 »

Parece-me bastante interessante, ainda que muito polémico.
Mas, tanto o plano de educação inglês como o nosso Magalhães só podem ter sucesso com professores muito bem preparados.
E mais não digo...
dionísio
Visitante
« Responder #44 em: 27 Março 2009, 13:34:49 »

A geografia, a história e as ciências naturais vão ser aprendidas com muito mais rapidez e gozo se as crianças aprenderem a tirar partido da internet.
A melhor aprendizagem é a que se compreende e dá prazer.
Além disso, pode ser que, sendo bem ensinados de pequeninos, assimilem mais facilmente princípios que os podem proteger de possíveis problemas, como os decorrentes de exporem a vida privada deles, da família e dos amigos nas redes sociais.
luis miguel saraiva
Visitante
« Responder #43 em: 26 Março 2009, 00:11:12 »

Enquanto, por cá, andamos às voltas com o Magalhães, os ingleses, fazendo fé no "The Guardian", preparam, para o próximo ano lectivo, uma reforma no ensino primário que impõe como disciplinas obrigatórias as "novas tecnologias " e a "educação ambiental", relegando para 2º plano áreas como geografia, história ou ciências naturais.
Os alunos, até aos 11 anos, terão de aprender a trabalhar com a wikipédia, o twitter e uma rede-social.
Na notícia não vem, mas tenho a certeza que esta aprendizagem vai realçar a protecção dos dados pessoais e a ideia da importância da privacidade.
Ai se fosse cá........
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