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verinha
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« Responder #1 em: 18 Abril 2010, 11:24:05 » |
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A propósito do tópico anterior sobre o "farmville", escolhi alguns excertos de um artigo publicado no jornal i:
JOGOS NAS REDES SOCIAIS: A NOVA MINA DE OURO DA INTERNET
"O Facebook é o líder da nova vaga de jogos sociais e só no ano passado gerou 370 milhões de euros com a brincadeira.
(…)Parece básico e sem sentido? Bem-vindo aos jogos nas redes sociais. É mesmo essa a intenção. Não se joga para terminar a corrida em primeiro ou roubar todos os carros à vista, mas sim para ganhar dinheiro com a venda de bananas ou ter mais animais de estimação como amigos. (…) É quase impossível entrar numa destas redes sem esbarrar com vacas perdidas, abóboras que não foram regadas e convites para integrar um gangue de mafiosos. "FarmVille", "PetVille", "MafiaWars", "SocialCity", "Café World", "Bubble Island". A lista parece interminável.
O mais surpreendente é que o sucesso destes jogos apanhou toda a gente de surpresa, até as empresas que os desenharam. O "FarmVille", rei da nova vaga de jogos sociais, tem cerca de 80 milhões de utilizadores. Compare-se este número com os onze milhões do "World of Warcraft", o maior jogo online para múltiplos jogadores, e percebe-se o potencial do negócio.
É que os jogos são gratuitos para toda a gente, mas as empresas sabem como transformar competitividade em vontade de pagar. Como? Se os vizinhos no "FarmVille" começarem a passar à frente, com quintas maiores e mais complexas, o jogador convicto sente-se compelido a comprar alguns créditos para avançar mais depressa. O problema é que isso pode rapidamente transformar-se numa espiral.
(…) Mas a maioria das pessoas joga por puro prazer, até porque estes jogos têm a particularidade de nunca acabarem. É por isso que os adeptos destes jogos não encaixam no perfil típico dos jogadores online, normalmente adolescentes. Eunice Serra, engenheira de 44 anos, é um exemplo perfeito. Experimentou o "FarmVille" depois de ser convidada e gostou tanto que se tornou fã. "É interactivo com os amigos", explica, adiantando que joga "entre duas a três vezes por semana, uma hora de cada vez". É possível que seja o apelo de uma vida alternativa de agricultora que causa o fascínio. Ou talvez a piada de interagir com os "vizinhos". Certo é que o "FarmVille" já faz parte dos seus hábitos, embora não passe horas a conversar com os amigos sobre as macieiras que ficaram por regar, como acontece com os mais aficionados.”
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